O segundo turno das eleições 2010 bateu dois recordes: além de ter sido o mais ágil – às 20h já se sabia que Dilma Rousseff (PT) era a presidente do Brasil –, registrou o maior índice de abstenção desde 1989. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Ricardo Lewandowski, o fato de o resultado das eleições ter sido divulgado apenas uma hora depois do início das apurações é fruto dos avanços principalmente tecnológicos e, com isso, o Brasil “bateu recordes mundiais”. Para ele, as instituições republicanas, sobretudo da Justiça Eleitoral, se consolidaram definitivamente. Quanto à abstenção, esta chegou a 21,47%, de acordo com o TSE. Em 2006, quando Lula derrotou o tucano Geraldo Alckmin, 18,99% dos eleitores faltaram, enquanto que, em 2002, quando Lula venceu José Serra (PSDB), 20,46% dos eleitores se abstiveram. Em São Paulo, o índice foi de 19,15%, abaixo do percentual registrado em todo o país. Na região Sudeste, o Rio de Janeiro registrou o maior número de abstenções, com 21,03% de sua população apta não comparendo às urnas. O maior porcentual do Brasil foi registrado no Maranhão, com 29,52%, seguido do Acre.
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