
O Hospital São Lucas, um dos que integram a rede da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, tem capacidade para atender 150 pacientes por dia. A demanda, no entanto, tem sido o dobro desde dezembro, o que gera transtornos ao funcionamento da unidade hospitalar.
A situação começou a ficar mais complicada quando os funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) deflagraram greve no final do mês passado. Mesmo após o fim da paralisação, muitos pacientes continuaram procurando a instituição da Santa Casa, numa fuga do precário atendimento prestado pelo Hblem. Muitos pacientes, com problemas mais simples, também alegam não encontrar médico nas unidades básicas de saúde dos bairros.
O resultado tem sido um verdadeiro caos no pronto-socorro do São Lucas, um hospital referenciado para o atendimento de emergências clínicas, incluindo pacientes oncológicos e renais. Já “o Hospital de Base é exclusivo para os pacientes de neuro e trauma”, explica a gerente de enfermagem do hospital da Santa Casa, Ana Paula Carqueija.
Sem outro jeito a dar, o São Lucas passou a fazer uma triagem, já que não é possível atender todos os pacientes que chegam. O hospital dispõe de dez boxes para o atendimento e dois isolamentos no pronto-socorro, uma capacidade limitada que exige prioridade para os casos de maior urgência. Ana Paula esclarece que “após ser definida a classificação de risco, o tempo de atendimento de cada paciente dependerá da gravidade do caso”.
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