
A Diocese de Teixeira de Freitas, a Coordenação do Sebrae no Extremo Sul e o Banco do Brasil estão estudando a possibilidade de implantar um projeto de mandiocultura no Distrito de Jardim Novo, município de Teixeira de Freitas, que vai beneficiar cerca de 200 pessoas envolvidas na agricultura familiar. A ideia é diversificar a produção, que hoje gira em torno apenas da farinha e do polvilho, para evitar a redução de rendimento dos produtores nos períodos de baixo preço da mandioca.
O representante do Sebrae no projeto, Paulo Mesquita, contou que será constituída uma governança formada pelos idealizadores do projeto e representantes dos produtores para verificar toda a situação atual e projetar ações futuras, como a adequação das agroindústrias, implantação da central de beneficiamento (empacotadora) dos principais produtos (farinha e polvilho), além de intervenções em gestão, tecnologia e mercado.
De acordo com o representante da Diocese de Teixeira de Freitas, Frei Paulo Afonso, algumas novidades em relação aos derivados de mandioca deverão fazer do projeto um sucesso, pois serão o carro chefe da diversificação pretendida. Uma delas será a produção de ração animal. A outra é a descoberta de um produto novo, já patenteado: um produto de limpeza ecológico, de alto poder de absorção, que poderá ser usado por indústrias e hospitais.
Jardim Novo será a primeira unidade do projeto. Será uma unidade-piloto. Outras duas estão previstas até o final do ano. Se tudo der certo, a ideia é estender o projeto aos outros 11 municípios da Diocese. Já está sendo cogitada, inclusive, a possibilidade de um ponto comercial articulado pela Diocese para comercializar os produtos. A Diocese também está buscando uma instituição não governamental que possibilite recursos para a contratação de assistência técnica para a parte agrícola do processo.
Já o Banco do Brasil sinaliza com a possibilidade de financiamento junto à Fundação Banco do Brasil (FBB), Programa DRS e BNDES.
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